Como preparar o pet para uma cirurgia

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Muitos são os motivos que podem levar seu pet até uma mesa de cirurgia, inclusive, determinadas doenças só podem ser curadas com uma operação, isso sem falar da castração e de situações de emergências, como acidentes e fraturas. 

Mas, no entanto, independente do motivo, uma cirurgia não pode ser realizada sem um preparo prévio.

Tal como no caso dos humanos, o animal precisa estar preparado para suportar o procedimento e cabe ao veterinário instruir os donos de como proceder. 

Exame pré- cirúrgico

Primeiramente, é preciso realizar um exame pré-cirúrgico para garantir o sucesso do procedimento, principalmente, em relação à anestesia, levando em conta o tamanho, características, peso e tipo do animal. 

Fatores analisados no exame pré-cirúrgico 

  • Temperatura corporal: caso seja verificada a presença de febre, a mesma pode ser indício de algum tipo de infecção ou doença.
  • Estado de hidratação: para determinar a quantidade de soro a ser administrada para uma melhor recuperação.
  • Estados das mucosas.
  • Coração e pulmão: são realizados um eletrocardiograma e uma avaliação do tórax, para se saber o real estado do coração do pet, assim como as condições das vias respiratórias e funcionamento dos pulmões.
  • Sangue e urina: é realizado um exame de sangue no cachorro para averiguar problemas de coagulação e complicações na respiração, além de aspectos como o mau funcionamento dos rins, problemas hepáticos, disfunções arteriais, que podem contribuir para o agravamento da operação. 
  • E não é só isso, o exame de sangue no cachorro é fundamental para o momento da anestesia, para definir o processo mais compatível com o animal.
  • Peso: Animais acima do peso correm sérios riscos de vida durante a cirurgia.

É preciso ter em mente que, embora pareça ser um exagero, na verdade, esses exames são fundamentais para ajudar o médico a tomar a melhor decisão durante a cirurgia, respeitando o metabolismo e as características de cada animal. E mais, através desses exames é possível descobrir doenças, até então, desconhecidas e, assim, possibilitar o melhor tratamento.

Vale ressaltar a importância do exame de sangue para cachorro, que ajuda a identificar muitas doenças.

Outros exames também podem ser pedidos, dependendo do estado do animal ou de sua espécie, por exemplo, nos gatos, é comum pedir a avaliação de leucemia e imunodeficiência, e isso por causa da predisposição da espécie e do risco de contágio.

O dia da cirurgia

No dia da cirurgia, leve todos os exames, mesmo que o cirurgião tenha em mãos as informações necessárias, nunca é demais levar também. 

Lembre-se de obedecer o jejum, cujo tempo dependerá do tipo da cirurgia, e qual é muito importante para evitar refluxo de conteúdo estomacal e aspiração do mesmo no sistema respiratório.

Na hora da cirurgia, o animal receberá uma anestesia geral, que o manterá dormindo e sem sentir dores. 

Ao longo do procedimento, o ritmo cardíaco será monitorado, e um pequeno tubo será inserido para auxiliar a respiração. 

Pós-operatório

É preciso ter em mente que mesmo em cirurgias simples, podem existir complicações caso não sejam respeitados os cuidados com o pós-operatório. A recomendação é, nos primeiros dias, servir apenas pequenas porções de água e comida, e seguir as recomendações médicas, oferecendo os medicamentos corretamente e controlando as atividades físicas por, no mínimo, 10 dias. 

E alguns casos é recomendado o uso do colar elizabetano para evitar lambidas ou mordidas no local da incisão, e que a região dos pontos contrai alguma infecção. 

E mais, é preciso ficar atento para o caso de qualquer situação adversa, como sangramentos, vômitos, inchaço, machucados, etc, sendo, então, necessário comunicar imediatamente ao veterinário. Vale ter em mente que se cirurgia já é um procedimento complicado para humanos, imagina para animais, que não sabem e não podem se comunicar e dizer que estão sentindo dor ou coisas do tipo. Por isso, todo cuidado é pouco antes, durante e após a cirurgia.

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